Hello Hobart!

09 a 11-03-2020

Aterrei na Tasmânia no dia 9 de Março à noite. Apanhei um autocarro no aeroporto, que me deixou no centro de Hobart, a capital da Tasmânia. Chamou-me a atenção o facto de as ruas estarem desertas. Mas, enfim, eram 23 horas de uma segunda-feira.

No dia seguinte, acordei sobre o cedo (finalmente!) e fui ao encontro do free walking tour que havia reservado. Primeira tarefa do dia: encontrar um café algures no caminho para tomar o pequeno-almoço. Missão quase impossível! Não encontrei nenhum café na rua principal que segui, pelo que lá me aventurei por ruas secundárias e não passei fome. Entretanto, já sentia que estava numa cidade muito diferente de Perth ou Adelaide: frio, poucas pessoas nas ruas e edifícios mais baixos.

O free walking tour foi muito interessante e informativo e passou pela maternidade onde nasceu o actor Errol Flynn. Parece que, na Austrália, se costuma fazer troça de Hobart, dizendo que nenhum famoso é de Hobart. Citando Joacine Katar Moreira: «Isto é mentira!».

Tantos famosos tasmanianos!

Nesse dia, tive um almoço muito hobartiano: comi vieiras panadas a bordo de um barco-restaurante! Hobart é conhecida pelo seu peixe e marisco e há uma série de barcos-restaurante ancorados na marina no centro da cidade, em Sullivan Cove. Yum!

A minha vista durante o meu primeiro almoço em Hobart.

Depois do almoço, segui para o Tasmanian Museum and Art Gallery. Dediquei a maioria do meu tempo às secções sobre artesanato aborígene e a luta pelos direitos dos homossexuais na Tasmânia. Ambas muito interessantes.
Segunda particularidade de Hobart: os horários de funcionamento são ainda mais reduzidos do que nas minhas paragens anteriores. Este museu fecha às 16 horas (ainda fecha mais cedo na época baixa) e as lojas encerram pelas 17 horas!

Atingida a quota de cultura do dia, passeei pelo centro para sentir a cidade e, ao final da tarde, juntei-me a uma das actividades sociais do hostel no qual me instalei: trivia night num café local. Soube-me bem conviver com outros viajantes. Um dos meus companheiros de jogo e hostel já havia estado na Austrália quatro vezes! Claro que aproveitei para lhe perguntar qual o seu local preferido. Respondeu-me que é Airlie Beach, em Queensland, na costa nordeste da Austrália. Nota mental: ir a Airlie Beach! Mal eu sabia o que estava para vir…

Um serão muito bem passado!

No dia seguinte, “madruguei” e fui visitar a única atracção de Hobart que abre antes das 10 horas, o Mawson’s Hut Replica Museum. Muito interessante! Não tinha, à partida, particular interesse pela história da exploração antárctica, mas não podia deixar de lado esta parte tão importante da história e cultura tasmaniana. É que Hobart foi (ainda é) um dos pontos de partida das expedições para a Antártida! Pelos vistos, o aeroporto de Hobart é apelidado de internacional porque tem voos para a Antártida (todos os outros voos são domésticos). Além disso, Hobart está mais perto de Cape Denison, na Antártida (2400 km), do que de Cairns, em Queensland (2900 km)! Agora já entendo estas temperaturas!
O museu é muito informativo e gostei de conhecer a aventura deste grupo de homens que partiu para a Antártida no início do século XX, sem grandes condições (para os padrões actuais) para enfrentar um continente tão inóspito. O museu é uma réplica do impressionante abrigo que estes exploradores construíram em Cape Denison.

A minha paragem seguinte foi a zona de Salamanca Square e Salamanca Place. Tão boa onda! Dei um pulo à Decathlon chique lá do sítio e acabei por comprar uns protectores para passaporte e cartões bancários com tecnologia RFID.
Já tinha visto este tipo de artigos num dos aeroportos internacionais durante a viagem para a Austrália e fiquei intrigada. Segundo o vendedor, um senhor muito simpático e conversador (a supervisora é que parecia não estar a gostar de tanta conversa), em vários países será comum a cópia de dados destes documentos em aeroportos através de scanners sem contacto. Diz ele que tal é comum em países como Espanha, Grécia e… Portugal! Nunca havia ouvido falar de tal coisa e nem costumo ligar muito a estas coisas. Mas, pelo sim, pelo não, lá comprei os protectores, que não me dava jeito nenhum ficar sem passaporte ou ter a minha conta bancária esvaziada durante a viagem.

Na minha querida Salamanca Place.

Depois, segui para o Narryna Heritage Museum. Que bonito! Tenho um fraquinho (fracão!) por casas-museu e artes decorativas, pelo que gostei muito de mergulhar num ambiente íntimo chique do século XIX.

No Narryna Heritage Museum.

Depois do almoço, dediquei-me às lides domésticas e ao estudo dos milhentos folhetos turísticos que havia recolhido. É incrível a quantidade de oferta turística nesta ilha!
Uma das opções mais populares passa por integrar uma excursão de 3 a 5 dias que passa pelos locais mais populares da Tasmânia. Tinha, inicialmente, pensado optar por esta modalidade, mas não me estava a agradar a ideia de passar 5 dias ao ritmo de outras pessoas. Optei por escolher as excursões mais curtas que mais me interessassem. Estarei a ficar anti-social?

Depois de algumas horas passadas dentro de portas, saí ao final da tarde, para assistir ao pôr-do-sol e visitar novamente Sullivan Cove (a marina de Hobart), Salamanca Square e Salamanca Place, as minhas zonas preferidas da cidade.

A zona ribeirinha de Hobart ao anoitecer.

Querida Adelaide – Parte III

28-02 a 09-03

A minha estadia em Adelaide e South Australia estava a chegar ao fim.

No final de uma noite bem dormida no autocarro, cheguei a Adelaide, vinda de Coober Pedy, no domingo dia 8 de Março, pelas 7h30. A cidade ainda dormia. Em Roma, sê romano! Assim, voltei para a estação para uma sesta.
Depois do meu sono de beleza, segui para a State Library of South Australia para visitar a famosa Mortlock Wing, considerada uma das bibliotecas mais bonitas do mundo. Confere!

A bonita Mortlock Wing da State Library of South Australia.

Depois, aproveitei para terminar a visita à exposição Without Consent, ainda na State Library of South Australia. Continuo sem conseguir encaixar mentalmente este tipo de práticas abusivas num país tão evoluído e simpático como a Austrália.

Depois do almoço, já com a Sara, o João e um casal amigo, fizemos uma caminhada à beira-mar, entre Seacliff e Hallett Cove, dois subúrbios costeiros de Adelaide. Gostei muito! A costa é muito bonita e tive, finalmente, direito a sol a sério em Adelaide!

O fim deste dia reservava uma surpresa. Pensava que apenas se conseguia ver o sol a pôr-se sobre o mar na costa oeste da Austrália, a minha primeira paragem. Mas estes subúrbios costeiros de Adelaide estão virados para oeste! Acabámos o dia já mais perto de Adelaide, em Henley Beach, com um bonito pôr-do-sol sobre o oceano.

Pôr-do-sol em Henley Beach.

O meu último dia em Adelaide começou com um espectáculo no Tandanya Aboriginal Cultural Institute. Yabarra: Dreaming in Light é uma experiência imersiva de storytelling aborígene, no âmbito do festival Adelaide Fringe. Gostei muito! Este espectáculo partilha o modo de pensar aborígene e é muito sensorial.

Depois, a Sara e eu seguimos para os Adelaide Botanic Gardens. Desta vez, tive direito a sol e a um passeio menos apressado do que na semana anterior.

A nossa paragem seguinte foi a bonita Art Gallery of South Australia. Este museu dispõe as obras de arte de um modo invulgar, chegando a exibir dezenas de obras na mesma parede, sem qualquer ordem aparente.

Ao final da tarde, a Sara e o João deixaram-me no aeroporto. A Tasmânia esperava por mim!

Pensamento do dia, no aeroporto de Adelaide.

O meu segundo dia em Coober Pedy

07-03-2020

Depois de mais uma noite mal dormida, avancei novamente para as ruas semi-desertas de Coober Pedy. De facto, esta cidade parecia fantasma. Era raro cruzar-me com alguém na rua.
Explicaram-me que a época alta começa por altura da Páscoa, quando as temperaturas arrefecem e os habitantes regressam de Adelaide ou outras localidades costeiras onde se refugiam durante os meses de maior calor.

A minha primeira paragem foi a Faye’s Underground House, uma moradia subterrânea escavada por Faye Nayler e duas amigas nos anos 60. Actualmente, a casa pertence a um casal sénior, que estava prestes a partir para o seu fim-de-semana prolongado (a segunda-feira dia 9 de Março foi feriado no estado de South Australia). Por sorte, ainda os apanhei em casa e pude visitar as divisões abertas ao público. É incrível como aquelas mulheres conseguiram escavar e construir com a próprias mãos uma vivenda espaçosa, que até tem piscina interior!
Notei que a paredes da vivenda eram parecidas com as do meu hostel e esfarelavam, criando uma fina camada de pó em alguns locais. Mas até achei que a casa estava desempoeirada, tendo em conta o material das paredes. Disse-me o dono que aspiram a vivenda todos os dias – pudera!

Terminada a visita, o Senhor ofereceu-me boleia até ao centro da vila. Nestas situações, costumo confiar nos meus instintos e, até ao momento, tem corrido bem. Mas pergunto-me sempre se será desta que serei raptada e/ou regressarei a casa com menos um rim.

Cheguei sã, salva e com dois rins à minha paragem seguinte: Josephine’s Gallery & Kangaroo Orphanage. Jo e o marido Terry têm uma galeria de arte aborígene (tive de me controlar para não comprar nenhuma tela, de tão bonitas que eram as obras em exibição) e, em paralelo, cuidam de animais selvagens feridos, nomeadamente cangurus. Duas vez por dia, deixam o público assistir a uma das refeições dos cangurus. E lá estava eu na primeira fila!
Este casal é mesmo especial! A certa altura, chegaram a ter 13 crias (na Austrália, chamam-lhes joey), que tinham de ser alimentadas e limpas a cada 3-4 horas! Eles faziam turnos e chegaram a ter a ajuda de uma voluntária, mas não creio que tenham dormido muito nessa fase. Actualmente, acolhem três cangurus (canguruas?) adultas, duas juvenis muito brincalhonas e dois joeys. Estes estão acomodados em bolsas tipo carteira de senhora, embrulhados em cobertores, para mimetizar o marsúpio materno.
Demos de comer às cangurus mais velhas e vimos o Terry a dar um biberão de fórmula de leite para cangurus a um dos joeys. Que amor! Ainda não tinha visto nenhum joey e fiquei encantada!
A Jo e o Terry são incríveis! Fazem tudo isto sozinhos, para além do seu trabalho na galeria de arte, e do seu bolso, pois não recebem qualquer apoio governamental. E estas vistas são gratuitas, eles só pedem uma doação.
E vê-se que os cangurus os adoram. Comportam-se como cães domésticos com a Jo e o Terry – saltam-lhes para cima, lambem-nos, respondem à chamada! Nunca tinha visto tal coisa.

Depois do almoço, visitei o museu do hotel mais chique de Coober Pedy. Mais uma exposição muito interessante! Nesta fase, já sou uma expert em história de Coober Pedy e mineração de opalas. Depois, dei um salto à igreja católica local, St Peter & Paul Catholic Church, que é subterrânea.

Fachada da subterrânea St Peter & Paul Catholic Church.

A seguir, regressei ao Umoona Opal Mine & Museum, onde visitei finalmente uma reprodução de uma vivenda subterrânea moderna. Tal como suspeitava, nas vivendas modernas, aplicam uma espécie de verniz sobre as paredes e tecto, para não esfarelarem – assim sim!

Reprodução de uma sala de estar no Umoona Opal Mine & Museum.

Antes de apanhar o autocarro de regresso a Adelaide, ainda tive tempo de subir ao miradouro The Big Winch, para apreciar vistas de 360 graus sobre a vila. Deve ser um óptimo local para assistir ao pôr-do-sol (mas, a essa hora, eu já tinha de estar perto to terminal rodoviário).

A minha penúltima paragem em Coober Pedy foi o edifício Spaceship, construído em forma de nave espacial por um grupo de amigos, para ser uma man cave. Entretanto, não terão conseguido angariar dinheiro suficiente com a mineração de opalas e o edifício, inacabado, está abandonado e estará à venda.

O estranho edifício Spaceship.

Antes do regresso a Adelaide, jantei no restaurante que o guia Lonely Planet considera o melhor de Coober Pedy – o restaurante de uma bomba de gasolina! É mesmo à Coober Pedy!

Restaurante à vista!

De estômago aconchegado, entrei num autocarro para mais 11 horas de viagem pela Stuart Highway. Queridos australianos, isto não é uma auto-estrada, é uma estrada nacional! Durante o caminho, ainda vi cangurus a atravessar a estrada, antes de adormecer – yey!

Fiquei encantada com esta minha segunda incursão no outback australiano. Mal posso esperar por regressar, assim que o Senhor Corona o permita.

O meu primeiro dia em Coober Pedy

06-03-2020

Quando, na semana anterior a esta viagem, tirei uma manhã para definir o meu itinerário em South Australia, assinalei logo Coober Pedy como um dos locais a visitar. Trata-se de uma pequena cidade no deserto de South Australia, conhecida pela sua multiculturalidade, pelas minas de opalas e pelo facto de a maioria dos edifícios ter sido construída no subsolo, para escapar ao calor. Achei isto muito intrigante!

Tratei logo de pesquisar como lá chegar e percebi que havia um autocarro diário directo entre Adelaide e Coober Pedy – yay! O preço é que não era muito simpático. Felizmente, lembrei-me da dica que uma amiga me havia dado: quando os autores do blog Viajar entre Viagens estiveram na Austrália, compraram um passe para andar de autocarro pelo país. Depois de alguma indecisão, comprei um passe de 90 dias. De notar que o preço da viagem de ida e volta para Coober Pedy é superior a metade do preço do passe de 90 dias!
Depois, tratei de fazer uma reserva num hostel com quartos subterrâneos. E, depois das minhas experiências aquando das excursões à Wave Rock e ao Pinnacles Desert, comprei uma rede mosquiteira para a cabeça, para não correr o risco de comer moscas!

Equipadíssima, passei por um supermercado para comprar mantimentos e apresentei-me na central rodoviária de Adelaide, pronta para uma viagem nocturna de 11 horas. Acho que a viagem de autocarro mais longa que já terei feito terá sido de Burgos para o Porto (durou cerca de 7 horas), quando eu era jovem e adormecia em qualquer local.

Chegámos a Coober Pedy pouco depois das 5 horas da manhã e lá me arrastei até ao alojamento. Fizeram o check-in comigo mais quatro companheiros de viagem. Fomos recebidos pelo dono (gerente?) do hostel e motel, uma autêntica personagem: recebeu-nos em camisa e cuecas, quase me insultou quando lhe mostrei o meu passaporte (“Eu não sou a polícia!”) e ralhou-me por ter feito reserva para duas noites (como cheguei às 5 da manhã e queria ir dormir mal chegasse, não pensei que me deixariam fazê-lo sem reservar a noite anterior) e tê-lo feito através da plataforma Booking em vez de reservar directamente com o hostel. Mas conseguiu ser simpático durante o processo.

O hostel era tal como o tinha imaginado: simples e poeirento, mas cheio de carácter! Deitei-me, pensando que acordaria 2-3 horas depois, mas qual quê! Acordei com o despertador às 11h30! Como o quarto era subterrâneo, não entrava qualquer raio de sol.
Comecei a minha visita no museu e mina Old Timers Mine, no qual fui introduzida à história mineira da cidade. Em 1915, foi descoberta por acaso no local onde agora é Coober Pedy, a maior jazida de opalas do mundo. Tal atraiu mineiros de todo o mundo, na esperança de enriquecerem.

Almocei no café do supermercado local. Enquanto almoçava, fui abordada por um funcionário que me pediu para ser fotografada junto a umas bolachas com ar delicioso e hipercalórico, para uma publicação na página de Facebook do supermercado. Já sou VIP em Coober Pedy!

Mural na fachada lateral do supermercado onde almocei.

A minha paragem seguinte foi o Umoona Opal Mine & Museum, onde visitei as exposições sobre o povo aborígene local, a geologia da zona e os fósseis que têm sido encontrados na região. Durante a visita, entusiasmei-me e comprei uns brincos com lascas de opalas, como souvenir de Coober Pedy.

Depois, passeei pelo centro da vila e entrei numa loja de opalas (há lojas porta sim – porta não), que pertence a uma família grega que chegou a Coober Pedy nos anos 70 para uma estadia curta e por lá ficaram até hoje. Soube por essa senhora que chegou a haver duas portuguesas em Coober Pedy!

A rua principal de Coober Pedy.

Ao final da tarde, embarquei numa excursão até ao Kanku-Breakaways Conservation Park, a cerca de 35 km a norte de Coober Pedy, para apreciar a paisagem desértica, a Dingo Fence e ver o pôr-do-sol.
Adorei esta excursão! O guia era outra personagem (fartou-se de gozar comigo por eu tirar muitas fotos – mas como não, se a paisagem era incrível?), mas deu-nos imensa informação. A Dingo Fence é uma vedação erigida nos anos 1880 para proteger o gado ovino dos dingos, os cães australianos nativos. Esta vedação tem mais de 5000 km e todos os meses é objecto de reparações!
Já em Western Australia, na excursão à Wave Rock, passámos por uma vedação semelhante, mas essa protegia Western Australia dos coelhos. Sim, esses bichinhos amorosos são considerados uma praga em partes da Austrália.

A Dingo Fence nos arredores de Coober Pedy.

Nesta zona do deserto, a colinas têm formas e cores variadas e algumas parecem ter formas reconhecíveis. Havia uma parecida com um camelo! As paisagens eram incríveis e a vastidão do deserto era esmagadora.

Mais uma paisagem de cortar a respiração no Kanku-Breakaways Conservation Park.

Na parte final da excursão, assistimos ao pôr-do-sol. E que pôr-do-sol! Céu completamente limpo, cores lindas! Ficámos todos em silêncio, tal a beleza do momento.

Aspecto do pôr-do-sol no Kanku-Breakaways Conservation Park.
Outro aspecto do pôr-do-sol no Kanku-Breakaways Conservation Park.

No regresso a Coober Pedy, parámos para espreitar o céu: a lua e as estrelas brilhavam tanto! Regressei ao hostel completamente rendida a esta terra tão peculiar e à beleza do deserto.

Kangaroo Island

04-03-2020

Kangaroo Island é a terceira maior ilha da Austrália (a seguir à Tasmânia e à ilha Melville, no Northern Territory) e um dos locais a não perder em South Australia. No entanto, esta ilha foi afectada por um incêndio em larga escala entre Dezembro e Janeiro.
Assim, não sabia se valeria a pena visitá-la. Aconselhei-me no posto de turismo de Adelaide, onde uma simpática senhora me explicou que a área ardida correspondia a mais de um terço da ilha, mas que ainda poderia visitar vários locais muito bonitos. Basicamente, como não conhecia a ilha, não saberia o que estava a perder! Gostei desta perspectiva e decidi arriscar.
Fui aconselhada a optar por uma excursão de dois dias, mas acabei por reservar uma excursão de um dia, porque achei que talvez não se justificasse dedicar tanto tempo a esta ilha (e também para poupar alguns dólares).

Assim, na quarta-feira, acordei às 05h30 (aiii) e meti-me num Uber (com um condutor muito simpático, indiano, cujo pai já tinha vivido em Portugal!) até à estação rodoviária de Adelaide. Lá, entrei num autocarro, para cerca de duas horas de caminho até Cape Jervis. Durante o caminho, pude espreitar, pela primeira vez, o Oceano Antártico e ver cangurus. Depois, ala para o ferry, para 45 minutos de congelação (alguém que desligue o ar condicionado, por favor!) e baloiço (felizmente, adormeci) até Penneshaw, em Kangaroo Island.

Chegada à ilha, tinha a simpática Kate à minha espera, na sua carrinha, com mais 13 turistas. Partimos em direcção à quinta Rob’s Shearing & Sheepdog, para uma demonstração de tosquia de ovelhas. Vimos o cão do Sr. Rob a conduzir as ovelhas e, depois, o Sr. Rob tosquiou uma ovelha merino. Achei todo o processo um pouco bruto (sou uma menina da cidade), mas gostei desta experiência rural, durante a qual usei a minha técnica profissional para sobreviver a maus cheiros – respirar pela boca!

Sessão de tosquia na quinta Rob’s Shearing & Sheepdog.

Depois da quinta, seguimos para Pennington Bay, para apreciar o imponente Oceano Antártico. Que vista incrível! Só foi pena o sol não ter dado um ar da sua graça.

Oceano Antártico em Pennington Bay.

Entretanto, a simpatiquíssima Kate ia-nos dando informações sobre os animais, as paisagens e a cultura local. Durante as viagens, vimos cangurus e parámos para observar um koala no seu eucalipto.
A paragem seguinte foi numa fábrica de produção de óleo de eucalipto, onde comprei um creme de mãos com este óleo, para me mimar e apoiar a economia local.

Depois do almoço, seguimos para Seal Bay, onde visitámos uma colónia selvagem de leões-marinhos. Adorei, são tão lindos e fofos! Desta vez, estive mesmo perto deles, mas é preciso ter cuidado porque, apesar do seu ar simpático, podem ser perigosos. O nosso guia estabeleceu uma distância de segurança de 10 metros.
Como é habitual nestes animais, a maioria dormia, depois das suas longas viagens marítimas. Mas alguns foram-se espreguiçando, outros passearam um pouco, dando piparotes a outros leões, e vi dois a nadar. A certa altura, veio uma onda, que molhou um grupo de leões que estava a descansar. E lá tiveram eles de se afastar da linha de água. O momento mais especial foi quando vi uma cria a mamar – que bonito!

A paragem seguinte foi em Little Sahara, uma zona de dunas. Estava previsto no programa praticarmos sandboarding, uma especie de snowboarding, mas na areia. Eu tinha semi-decidido que não iria experimentar e aproveitaria para passear pelas dunas – como mais tarde a Kate diria, não tenho o equilíbrio nem a confiança necessários para estas modalidades. Mas, quando lá chegámos e vi que até alguns dos meus companheiros de viagem mais velhos pegaram numa prancha e avançaram para as dunas, decidi arriscar. Subir a duna foi um desafio – não é fácil subir uma encosta de areia! Chegada lá a cima, a vista era impressionante e assustadora – quero mesmo descer isto numa prancha? Optei pela versão “sku” da modalidade e, graças às dicas da Kate, consegui não me despenhar! No total, fiz quatro descidas e fiquei fã, foi muito divertido! Mas vim de lá em versão croquete e com areia em locais onde a areia não deveria ter permissão para entrar.

Duna onde praticámos sandboarding.

A última paragem do dia foi Vivonne Bay, uma linda praia na costa sul da ilha. Foi aí que tivemos uma pequena ideia da magnitude do último incêndio. Toda a vegetação das dunas estava queimada… No entanto, já começam a despontar alguns ramos verdes!

A bonita, apesar de ardida, Vivonne Bay.

O dia aproximava-se do fim e estava na hora de regressar a Penneshaw para apanharmos o último ferry do dia. Gostei muito das paisagens nesta viagem de regresso, que fizémos com sol. Antes de entrar no ferry, ainda passeei um pouco à beira-mar com uma das minhas companheiras de excursão.

Já em Penneshaw, enquanto aguardava pelo ferry.

Tive pena por não passar a noite em Kangaroo Island. A ilha é muito bonita, a Kate era uma excelente guia e o grupo era muito simpático e divertido.
Durante a baloiçante viagem de ferry, assisti a mais um bonito pôr-do-sol.

Até qualquer dia, Kangaroo Island!

Querida Adelaide – Parte II

28-02 a 09-03

Na segunda-feira dia 2, fui com a Sara ao South Australian Museum, um museu de história natural, com uma extensa colecção de artefactos aborígenes (aquilo que me fez querer visitar este museu).
Gostei muito desta exposição (acabei por não ter tempo de visitar as outras secções do museu), porque me permitiu aprender mais sobre a interessante cultura aborígene.

Depois, passeei pelo centro da cidade, absorvi a energia e fui até Chinatown, onde me senti na Ásia. Até os turistas tinham fácies asiática!

No dia seguinte, a Sara e eu começámos o dia com um free walking tour muito informativo e divertido pelo centro de Adelaide. Chamaram-me a atenção as numerosas obras de street art, que é criada legalmente, depois de o artista conferenciar com o dono do edifício. Óptima ideia, não é?

Obra legal de street art no centro de Adelaide.

Depois, almoçámos no mercado central de Adelaide, onde há bancas com produtos frescos e comida de várias latitudes. Optámos por uma banca colombiana e, depois, regalei-me com uma bubble waffle, que apenas difere esteticamente das waffles tradicionais (senti-me enganada!).

Nessa tarde, visitámos o Migration Museum, que informa sobre as migrações para a Austrália. Chocou-me saber que, no início do século XX, se pretendeu criar/manter uma “white Australia“. Assim, eram colocados entraves à imigração de pessoas originárias de países ou etnias indesejados. Uma das técnicas passava por submeter o migrante a um ditado numa língua para si desconhecida!

Depois de visitar o museu, voltei ao centro nevrálgico da cidade, o Rundle Mall. Adoro a energia desta rua! E aproveitei para fazer umas compras, nomeadamente uma rede mosquiteira, da qual necessitaria em breve.

Três dos engraçados quatro porcos de bronze instalados em Rundle Mall.

Dado que as lojas fecham às 18 horas, aproveitei para visitar a exposição Without Consent na State Library of South Australia (uma das poucas actividades disponíveis neste horário). Esta exposição debruça-se sobre o fenómeno das adopções forçadas que tiveram lugar na Austrália entre 1950 e 1975. Pelos vistos, nesta fase, apesar de haver apoios para as mães adolescentes e/ou solteiras, muitas destas mulheres (e homens) foram forçadas a prescindir dos seus direitos parentais e entregar aos seus filhos para adopção. Fiquei chocada! Este fenómeno foi tão generalizado que, em 2013, a primeira-ministra da altura, Julia Guillard, pediu publicamente perdão às vítimas.
Nota-se que existem feridas na sociedade australiana (a forma como os indivíduos aborígenes foram tratados, a política de “white Australia“, estas adopções forçadas), mas parece haver um esforço no sentido de reconhecer e trazer alguma reparação às vítimas.

Mais tarde, a Sara e eu seguimos para o Garden of Unearthly Delights, para um espectáculo no âmbito do festival Adelaide Fringe. Optámos por uma sessão de stand up comedy, por Georgie Carroll, uma ex-enfermeira que agora se dedica à comédia. E faz ela muito bem, porque gostei muito do espectáculo, apesar de só ter percebido cerca de 80% do conteúdo (a Georgie tinha um sotaque cerrado muito peculiar).

Na quarta-feira, passei o dia em Kangaroo Island.
Na quinta-feira, o dia foi mais relaxado, para recuperar do dia em Kangaroo Island e preparar-me para uma aventura no South Australian Outback.
Ainda assim, almocei em Rundle Mall com a Sara e dei um pulo aos Adelaide Botanic Gardens – enormes e muito bonitos!

Nos bonitos Adelaide Botanic Gardens.

Entretanto, já tive de comprar um cartão de memória para o telemóvel, porque já esgotei a memória disponível, com tantas fotos que tenho tirado.

Querida Adelaide – Parte I

28-02 a 09-03

Custou-me deixar Western Australia (acho que, por ter sido a minha porta de entrada na Austrália, será sempre um estado especial), mas visitar Adelaide foi uma excelente experiência!
Fiquei em casa da Sara e do João, queridos amigos portugueses que se mudaram para a bonita Adelaide (lê-se Adeleide) há cerca de dois anos.

No sábado dia 29, a Sara e o João levaram-me a Mount Lofty, uma colina nos arredores da cidade de onde se tem vistas incríveis para Adelaide. Depois, tive direito a brunch na animada rua The Parade, no bairro de Norwood – muito boa onda!

Adelaide (e South Australia) é conhecida como a cidade dos festivais. Confirmo! Estão, neste momento, a decorrer três (!) festivais: Adelaide Fringe (o segundo maior a nível mundial, a seguir ao de Edimburgo), Adelaide Festival (que inclui a Writers’ Week) e WOMADelaide (um festival de música, durante o qual actuará a nossa Luísa Sobral). Acho que os adelaidenses nem devem saber para onde se virar por estes dias!

Assim, durante a tarde, a Sara e eu passeámos pelo centro da cidade e fomos comer um gelado ao Garden of Unearthly Delights, um dos recintos do Adelaide Fringe.
Depois, dirigimo-nos a Elder Park, para assistir à cerimónia de abertura do Adelaide Festival. A cerimónia começou com uma dança aborígene muito interessante. Depois, prosseguiu com um concerto de Tim Minchin, um artista australiano que não conhecia e do qual já sou fã! As minhas músicas preferidas foram Somebody Else e Ginger – vale a pena ouvir no YouTube.

Tivemos direito a fogo-de-artifício durante o concerto de Tim Minchin!

O dia seguinte foi passado no Cleland Wildlife Park, em Mount Lofty. Adorei! Vimos pelicanos (e explicaram-nos as técnicas que eles usam para comer peixe (*)), dingos, wombats (tive de me controlar para não comprar um wombat peluche gigante, de tão fofos que eles são), um diabo-da-Tasmânia (fofíssimo, apesar do nome), equidnas (uma espécie de porco-espinho, mas tão fofa que apetece fazer festinhas), aves lindas e exóticas, emus e potoroos (que me fizeram lembrar os quokkas de Rottnest Island, só que não se deixam fotografar tão facilmente).

Um dos pontos altos do dia foi poder dar de comer e fazer festas a cangurus! Na entrada do parque, comprei uma embalagem de ração, ainda sem saber se teria coragem de alimentar algum animal (sou muito medricas!). Mas quando chegámos à zona do parque onde estavam os cangurus, enchi-me de coragem, coloquei um pouco de ração na mão direita, agachei-me e aproximei-me lentamente de um canguru. Tentei manter-me calma e o bicho lá se aproximou de mim (a parte mais assustadora). O canguru cheirou-me a mão e começou a comer. Foi emocionante, adorei! Depois, durante a tarde, fui alimentando outros cangurus (muitos não mostravam interesse e nem se aproximavam, enquanto outros desinteressavam-se depois de perceber que eu só tinha ração na mão).
A certa altura, ganhei coragem e comecei a fazer festas no lombo a alguns cangurus. O pêlo era muito sedoso!

O outro momento emocionante do dia foi quando fiz festas a uma koala. Neste parque, há horários próprios para o efeito e a experiência está incluída no preço do bilhete. Quem queira pegar num koala ao colo, tem de pagar uma taxa extra.
Assim, fiz festas à koala Belle, muito tranquila e simpática, com o pêlo muito fofo. ADOREI! Numa próxima ocasião, pagarei uma eventual taxa extra para pegar num koala ao colo.

A fofíssima koala Belle!

Será que me estou a tornar numa pessoa amante dos animais?

(*) As aves (e suponho que pelo menos alguns peixes) comem peixe pela cabeça. Desta forma, o peixe morre mais rápido, as guelras mantêm-se fechadas e as escamas não arranham o tracto digestivo. Quando a tratadora atirava (propositadamente) um peixe de forma a que aterrasse no bico dos pelicanos com a cauda virada para a garganta do pelicano, este agitava o peixe por forma a rodá-lo até que estivesse na posição correcta.

AQWA

27-02-2020

I’m a Barbie girl in a Barbie world! A quinta-feira dia 27 foi dedicada a visitar o Aquarium of Western Australia (AQWA), localizado num subúrbio a norte de Perth, Hillarys. Não calhou nada mal este programa, já que Perth estava sob o efeito de uma tempestade, que deu para chegar com os pés encharcados ao AQWA.
Gostei muito deste aquário! O AQWA foca-se na vida marinha de Western Australia e está organizado por regiões. Adorei ver alforrecas a flutuar, algas lindíssimas, um mini-polvo venenoso (mas muito bonito) e dragões-marinhos (uns bichos lindos parecidos com os cavalos-marinhos), entre outros seres fascinantes. Durante o dia, vai havendo sessões com os técnicos do aquário. Assim, assisti à alimentação de tubarões bebé e tartarugas (tão fofas!). E participei num mini-passeio de barco (com fundo transparente) sobre o aquário principal – incrível!

As minhas partes preferidas foram a sala Coral Reef, a touch pool e o túnel sob o aquário principal.
A secção Coral Reef é uma sala com um aquário com um recife. Essa sala está a meia luz, tem música ambiente e cadeirões em frente ao aquário, para se apreciar a vida marinha. Fui lá duas vezes, era mesmo relaxante!

Sala Coral Reef do AQWA.

A touch pool, como o nome indica é um tanque cujos animais podem ser tocados. Mal entrei no aquário, fui a correr para lá! Apesar da minha medriquice, toquei em estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, raias e tubarões-bebé! O revestimento destes era áspero, o que me surpreendeu.

No piso subterrâneo do aquário, tem-se acesso a um túnel localizado por baixo do aquário principal do AQWA. Foi incrível passear por baixo de mantas, cardumes, uma tartaruga e tubarões! Adorei tanto que passei duas vezes pelo túnel!

No AQWA, é possível fazer snorkeling ou mergulhar no aquário principal. Ainda pensei inscrever-me, mas já não havia vagas para o dia 27. Espero ter uma oportunidade semelhante numa das minhas próximas paragens!

Se a tempestade tivesse acalmado, tinha planeado explorar a costa na zona de Hillarys. Mas como não foi o caso, regressei a Perth encantada.

Não era apreciadora de turismo de natureza (sempre gostei mais de passear em cidades e visitar museus e monumentos), mas noto que a Austrália já me está a mudar.

Shoalwater Bay

26-02-2020

Na quarta-feira de cinzas, rumei a sul de Perth para participar numa experiência de observação de golfinhos, leões-marinhos e pinguins. Check, check e check!

Depois de algum stresse com os transportes (perdi o autocarro que me ia levar à baía), embarquei num passeio de barco pela Shoalwater Bay. Mal partimos, já tínhamos golfinhos a nadar perto de nós! Adorei, nunca tinha visto golfinhos ao vivo. São muito bonitos e uma cria parecia muito curiosa em relação à nossa presença.

Durante o passeio, aproximámo-nos de Seal Island para observar leões-marinhos. Adorei! (Estou a tornar-me repetitiva.) Inicialmente, pensei que estava a olhar para rochas, já que os leões estavam imóveis. Mas não, eram mesmo leões-marinhos! Aprendi que eles nadam ininterruptamente, sem dormir, até três dias seguidos. Quando regressam à costa, estão exaustos e dormem durante longos períodos. Mas consegui ver alguns a espreguiçar-se, caminhar e tomar banho. São imponentes e muito graciosos!

Leões-marinhos em Seal Island.

Gostei muito deste cruzeiro porque me pareceu respeitar a natureza, já que não tentam atrair os animais de modo artificial (atirando peixes para a água, por exemplo).

Findo o cruzeiro, desembarcámos em Penguin Island, uma pequena ilha onde fica localizado um centro de conservação de pinguins. Os pinguins selvagens passam o dia na água e apenas regressam à ilha ao entardecer, pelo que nós, turistas, não nos cruzamos com eles na ilha. Este centro alberga cerca de dez pinguins que vivem em cativeiro por já não estarem aptos para viver na natureza. Assisti a uma sessão de alimentação desses pinguins. São tão fofos! Os pinguins desta ilha são little penguins (espécie Eudyptula minor), a espécie de pinguim mais pequena (medem 55 cm de altura; por sua vez, o pinguim imperador, que é a maior espécie de pinguim, mede 110 cm).

Pinguins em Penguin Island.

Depois da sessão de alimentação e de esperar pelo fim de uma chuvada que desabou sobre a ilha, resolvi dar a volta à mesma. Gostei muito das vistas! A meio da volta, arrisquei um mergulho e fiz um pouco de snorkeling (mas não vi grande coisa, porque a água estava agitada).

Uma das praias de Penguin Island.
Vista de um dos miradouros de Penguin Island.

Depois do passeio, apanhei o último ferry em direcção à baía de Shoalwater e regressei a Perth encantada (e molhada, que voltou a chover).

Pinnacles Desert

24-02-2020

No dia seguinte ao da visita à Wave Rock, embarquei numa outra excursão, desta vez ao Pinnacles Desert, a norte de Perth.
A manhã foi passada no hostel, a relaxar e planear os meus próximos passos (o destino vencedor foi Adelaide) e, depois do almoço, segui para o ponto de encontro.

A primeira paragem foi no Yanchep National Park, onde vi pela primeira vez ao vivo koalas. Adorei!  São tão fofos! Os koalas são animais noctívagos, pelo que aqueles que vi estavam a dormir lá no alto dos seus eucaliptos. Mas ainda consegui ver um ou dois a mexer. Em Yanchep, voltei a ver cangurus, desta feita mais perto e com um ar mais saudável. São tão bonitos!

Foi neste parque que vi, pela primeira vez, área ardida. Felizmente, já começam a despontar alguns ramos verdes.

Ao final da tarde, chegámos ao Nambung National Park, que inclui o Pinnacles Desert, uma extensão de deserto arenoso perto da costa com inúmeros pilares de calcário (em inglês, limestone), cuja origem não está ainda plenamente esclarecida. Passeámos por entre os pináculos e assistimos ao pôr-do-sol – lindo! Esta paisagem tem um aspecto lunar e fez-me lembrar a Capadócia, na Turquia.

Ao jantar, tive direito a lagosta, prato típico da região – chique a valer!

Já com o estômago cheio, regressámos ao deserto, para observar as estrelas. Foi incrível! Não tenho (tinha?) particular interesse pela astronomia, mas foi emocionante conseguir observar tantas estrelas, Via Láctea incluída! Foi um serão muito bem passado!

Via láctea no Pinnacles Desert (fotografia tirada com a aplicação SkyView).
Design a site like this with WordPress.com
Iniciar