Mais um dia no paraíso

17-03-2020

Mais um dia na Tasmânia, mais uma excursão! O destino escolhido para esta terça-feira soalheira foi o Freycinet National Park, mais precisamente a Wineglass Bay, com um guia e grupo simpáticos e divertidos. Estávamos todos entusiasmados com a perspectiva de visitar este parque, mas muitas das conversas já giravam à volta da pandemia e de uma eventual antecipação do regresso a casa. Continuava a fazer-me sentido prosseguir com a viagem, mas estava interessada em perceber o que iriam os outros fazer. Uma das minhas companheiras de excursão, uma senhora holandesa mais velha e que também estava a fazer uma pausa sabática, disse algo que eu viria a ter em consideração dias mais tarde: é um desperdício de dinheiro ficar num país estrangeiro em confinamento; mais vale regressar a casa e usar esse dinheiro para viajar novamente.

Mas chega de Coronavírus! A primeira paragem foi numa bonita praia com vistas para Maria Island. Esta praia era muito apetecível, mas as temperaturas ainda estavam baixas demais para vestir o fato-de-banho.

Bonita praia na zona de Triabunna.

No meu esboço mental de viagem, tinha pensado dedicar uma semana à Tasmânia, mas já cá estava há oito dias e já tinha programa para, pelo menos, mais dois. Assim, se queria cumprir o objectivo de fazer uma ronda por todos os estados e territórios australianos, tinha de começar a tomar decisões. Cheguei a pensar visitar Maria Island e o Freycinet National Park, mas o tempo disponível não mo permitia. Fiquei muito indecisa (ambos os destinos me pareciam igualmente apetecíveis), mas o preço de cada excursão ajudou no desempate (optei pela mais cara – brincadeirinha!).

A paragem seguinte foi técnica, para comprar ostras (uma pessoa habitua-se e já não quer outra coisa).

Uma delícia!

O almoço (que foi à hora do lanche da manhã) foi no parque de merendas da bonita Coles Bay, em frente ao mar.

Energizados, estava na hora de visitar a famosa Wineglass Bay. O autocarro ficou no sopé da encosta e lá fomos nós, montanha acima, até um miradouro, o Wineglass Bay Lookout.

Estava muito calor e cheguei ao topo ensopada. Mas valeu muito a pena! Que vista linda sobre a Wineglass Bay! Disse-nos o guia que o nome desta baía poderá ter duas origens: a sua forma, que imita um copo de vinho, ou o facto de os baleeiros atracarem nesta baía, ficando as águas tingidas pelo vermelho do sangue das baleias (não é uma imagem muito bonita).

A lindíssima Wineglass Bay, vista do Wineglass Bay Lookout.

Depois de alguns minutos para recuperar o fôlego e apreciar a paisagem, tínhamos uma decisão a tomar: ou seguíamos com o guia para dois outros miradouros, que implicavam caminhadas suaves, ou descíamos os 1000 degraus que davam acesso à baía e à praia.
Mandei calar a velha que há em mim e decidi descer os degraus até à praia com duas companheiras de excursão.

A parte inicial da descida foi tranquila, com degraus confortáveis e sombra. Mas víamos as caras de quem subia: pareciam estar prestes a entregar a alma ao criador! É que a temperatura rondava os 30ºC.

Lá fomos descendo, descendo, descendo, até que chegámos à praia da lindíssima Wineglass Bay. Foi tão bom calcar esta areia branca! Depois de 20 dias sem ir ao mar (sim, eu estava a contar), lá me aventurei, pela primeira vez, no Oceano Antártico. O guia tinha-nos avisado de que a água era fria e agitada. Eu, que costumo fazer praia em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, achei que entrar nestas águas foi peaners.

A cor deste mar!
Fotografia panorâmica (um pouco torta) da paradisíaca Wineglass Bay.

Que bem que soube este banho de água fria depois da caminhada! Estava energizada e relaxada. Mas, mais uma vez, senti que tive pouco tempo para apreciar a paisagem e a experiência. É que quem desce 1000 degraus, tem de os subir!
Ter entrado na água foi uma óptima decisão, porque arrefeci, o que me permitiu aguentar mais facilmente o esforço da subida. Mesmo assim, optei por caminhar um pouco mais devagar do que as minhas companheiras e fiz algumas pausas ao longo da subida.

Toca a subir! Os degraus foram-se tornando cada vez mais íngremes.

Chegadas ao miradouro, descemos em direcção ao parque de estacionamento.
Depois de uma paragem para gelado (merecidíssima), em Coles Bay, e regressámos a Hobart.

Coles Bay.

Assisti o pôr-do-sol na marina de Hobart com uma das minhas companheiras de excursão e passeámos por Battery Point, um dos bairros históricos da cidade.
Depois de jantar com a Peggy num simpático restaurante italiano, chichi-cama, que no dia seguinte de manhã tinha um autocarro para apanhar.

Publicado por Halterofilista

Fiz um ano sabático e ocupei parte do meu tempo livre com uma viagem à Austrália.

2 opiniões sobre “Mais um dia no paraíso

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