Port Arthur

15-03-2020

Mais um dia, mais uma excursão! O meu domingo foi dedicado a explorar o Port Arthur Historic Site (Port Arthur para os amigos), uma das colónias penais mais temidas da Austrália.
Nos séculos XVIII e XIX, milhares de britânicos e irlandeses foram enviados para a Austrália, para cumprir as suas penas de prisão. Ao contrário da Fremantle Prison, Port Arthur era uma colónia, tendo chegado a albergar mais de 2000 pessoas, entre prisioneiros, militares, funcionários civis e respectivas famílias.
Port Arthur (e a Fremantle Prison) é um dos onze Australian Convict Sites World Heritage Property classificados pela UNESCO em 2010.

Mas, first things first. A primeira paragem do dia foi em Richmond, uma vila pitoresca conhecida pelo seu centro histórico bem preservado e pela Richmond Bridge, a ponte rodoviária mais antiga da Austrália. A paragem foi muito curta, só mesmo para apreciar e fotografar a ponte. Tive pena por não ter sido possível caminhar um pouco pelo centro.

A bonita Richmond Bridge, em Richmond.

A paragem seguinte foi em Dunalley, na transição para a Forestier Peninsula. Pudemos ver o Denison Canal, um atalho usado pelos velejadores da regata anual Sydney to Hobart Yacht Race no regresso à Austrália continental.

Denison Canal, em Dunalley.

A última paragem antes de chegarmos a Port Arthur foi no Eaglehawk Neck, o estreito que liga a Forestier Peninsula à Tasman Peninsula.

Tasman Peninsula à vista!

Chegados ao Port Arthur Historic Site, tivemos direito a uma visita guiada introdutória. O complexo impressiona pelas suas dimensões: cerca de 30 edifícios ou ruínas espalhados por 40 hectares de terreno! E a paisagem é muito bonita: verdejante e junto a uma enseada, a Carnarvon Bay.

A bonita Carnarvon Bay, em Port Arthur.

Esta colónia tinha duas zonas distintas: as secções em que viviam e trabalhavam (como parte da sua pena) os prisioneiros e as áreas em que se movimentavam os funcionários e as suas famílias. Estes levavam uma vida normal, com idas à escola, passeios no parque, serões literários, festas, etc.

Comecei por explorar a secção do complexo onde moravam os funcionários e as suas famílias que é, propositadamente, uma reprodução de uma vila inglesa do século XIX, para que os funcionários se sentissem mais integrados e em casa!

Moradia de estilo inglês na área civil de Port Arthur.

Num dos espaços museológicos, está em exposição um tijolo levado para casa por um visitante como souvenir nos anos 70. O tijolo foi devolvido anos depois pela esposa do turista mãozinhas, acompanhado por um envergonhado pedido de desculpa!

O bilhete de entrada em Port Arthur também inclui um passeio de barco pela Carnarvon Bay, que permite observar o complexo de uma outra perspectiva. Durante a viagem, passámos junto à Isle of the Dead, a ilhota que servia de cemitério tanto para os prisioneiros como para os funcionários e seus familiares, e a Point Puer Boys’ Prison. Sim, as autoridades britânicas chegaram a enviar crianças e adolescentes para cumprir penas de prisão na Austrália!

A prisão principal de Port Arthur e alguns edifícios de apoio vistos do barco.

Depois do passeio de barco, almocei, finalmente, uma empada de vieiras. Tinha feito uma lista mental de iguarias a provar durante a minha estadia na Tasmânia e esta era uma das que me faltavam. Não desiludiu!

Dediquei o tempo que me restava em Port Arthur a visitar o estabelecimento prisional principal, o asilo para os prisioneiros com doença mental e a prisão solitária. Todos edifícios impressionantes. E, pouco depois, já andava o nosso motorista / guia à minha procura, para nos irmos embora. Estas excursões tasmanianas são mesmo curtas!

Tinha hesitado em visitar Port Arthur, por já ter visitado a Fremantle Prison e não ser uma aficionada deste tipo de museu, mas fiz bem em contrariar o meu instinto inicial.

De regresso a Hobart, o cerco da pandemia começava a apertar-se. Quem chegasse à Austrália a partir do dia seguinte, seria obrigado a manter-se em isolamento durante 14 dias. Mas eu ainda não pensava em interromper a minha viagem.

Publicado por Halterofilista

Fiz um ano sabático e ocupei parte do meu tempo livre com uma viagem à Austrália.

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