20-02-2020
Quando parti para a Austrália, não tinha grandes planos quanto aos locais a visitar. Mas já tinha decidido que iria visitar Rottnest Island, uma ilha que era descrita como paradisíaca no meu guia de viagem. Confere.
Cheguei cedo, pelas 08:30, e a ilha parecia estar ainda a acordar (tal como eu). Entrei no autocarro hop on / hop off que circunda a ilha e saí na segunda paragem, Henrietta Rocks. Era um dos locais recomendados para fazer snorkeling, mas o céu nublado e a temperatura do ar fresca não estavam convidativos. Assim, optei por caminhar ao longo dessa baía (Purpoise Bay) e apreciar a paisagem. Como mais ninguém me seguiu, tive a praia só para mim e soube muito bem.

Depois, voltei a entrar no autocarro e saí em Little Salmon Bay, outro dos locais onde era possível praticar snorkeling. Apesar de o céu ainda estar nublado, a temperatura do ar já estava mais agradável e decidi arriscar um mergulho no mar. E fiz muito bem!
Esta foi a segunda vez que pratiquei snorkeling. A primeira foi em Outubro, nas ilhas Gili, na Indonésia, e não fiquei fã. Talvez porque, dessa vez, tenhamos “snorkelado” em alto mar e me fartei de engolir pirolitos. Mas, desta vez, adorei! Era muito fácil aceder aos locais com fauna e flora marítima e a água estava muito calma. Depois, deitei-me na praia (ainda não ao sol) e dormi mais uma das minhas sestas.
Apesar de me estar a saber muito bem estar nesta baía, estava na altura de seguir para a paragem seguinte, para aproveitar ao máximo a ilha. Tinha decidido que queria estar a meio do trajecto circular à volta da ilha pelas 13:30, pelo que apenas iria espreitar Salmon Bay. Mas, quando lá cheguei, o sol brilhava e a paisagem era tão linda, que decidi deixar o alarme do telemóvel de lado e aproveitar. Fiz mais um pouco de snorkeling, passeei à beira-mar e trabalhei para o bronze. Foi mesmo relaxante!

Depois, estava na hora de um pouco de cultura, pelo que saí do autocarro na paragem que dava acesso ao Wadjemup Lighthouse. No caminho para o farol (aguentem pernocas!), cruzei-me finalmente com quokkas, animais marsupiais fofíssimos endémicos desta ilha. São amorosos e muito tranquilos. E parece que ainda por aí um “quokka selfie frenzy“, depois de Rafael Nadal e Roger Federer terem tirado selfies com quokkas por alturas do Australia Open. Aderi, claro.

Wadjemup Lighthouse. 
Não um, mas dois quokkas!
Chegada ao farol, tive direito a uma visita guiada individual por uma guia voluntária. Já reparei que parece ser prática habitual neste estado que alguns monumentos e serviços de apoio aos turistas sejam geridos por voluntários (geralmente, pessoas mais velhas, possivelmente reformadas). As vistas do topo do farol são muito bonitas.
Quando cheguei à paragem de autocarro para seguir a minha viagem, apercebi-me de que havia deixado uma pequena bolsa no farol. Não continha nada essencial, mas não a quis abandonar. Toca a subir novamente a encosta, entretanto já com temperaturas acima dos 30°C – qual hot yoga, qual quê! Para além do exercício extra, pude voltar a conviver com os queridos quokkas.
Próxima paragem: West End, a extremidade oeste da ilha. Que paisagem selvagem incrível! As águas cristalinas, as falésias recortadas, o vento! E, como bónus, focas (mas muito ao longe)!

Depois, pensei seguir para Geordie Bay, para mais uma sessão de snorkeling, mas como me estava a sentir cansada e também gostava de visitar a povoação, optei por sair sair na última/primeira paragem do autocarro.
Acabei a minha estadia em Rottnest na praia The Basin, com mais uma sessão de snorkeling. A praia é bonita, mas foi aquela de que menos gostei por ser a menos selvagem.
Depois, ala para o ferry, que era o último do dia. É pena não ser possível a quem não fica a dormir na ilha assistir ao pôr-do-sol, que deve ser lindíssimo (deixei esse comentário à empresa dos ferries). Mas tive direito a novo pôr-do-sol na vibrante Fremantle.

Very very interesting.
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