Querida Adelaide – Parte I

28-02 a 09-03

Custou-me deixar Western Australia (acho que, por ter sido a minha porta de entrada na Austrália, será sempre um estado especial), mas visitar Adelaide foi uma excelente experiência!
Fiquei em casa da Sara e do João, queridos amigos portugueses que se mudaram para a bonita Adelaide (lê-se Adeleide) há cerca de dois anos.

No sábado dia 29, a Sara e o João levaram-me a Mount Lofty, uma colina nos arredores da cidade de onde se tem vistas incríveis para Adelaide. Depois, tive direito a brunch na animada rua The Parade, no bairro de Norwood – muito boa onda!

Adelaide (e South Australia) é conhecida como a cidade dos festivais. Confirmo! Estão, neste momento, a decorrer três (!) festivais: Adelaide Fringe (o segundo maior a nível mundial, a seguir ao de Edimburgo), Adelaide Festival (que inclui a Writers’ Week) e WOMADelaide (um festival de música, durante o qual actuará a nossa Luísa Sobral). Acho que os adelaidenses nem devem saber para onde se virar por estes dias!

Assim, durante a tarde, a Sara e eu passeámos pelo centro da cidade e fomos comer um gelado ao Garden of Unearthly Delights, um dos recintos do Adelaide Fringe.
Depois, dirigimo-nos a Elder Park, para assistir à cerimónia de abertura do Adelaide Festival. A cerimónia começou com uma dança aborígene muito interessante. Depois, prosseguiu com um concerto de Tim Minchin, um artista australiano que não conhecia e do qual já sou fã! As minhas músicas preferidas foram Somebody Else e Ginger – vale a pena ouvir no YouTube.

Tivemos direito a fogo-de-artifício durante o concerto de Tim Minchin!

O dia seguinte foi passado no Cleland Wildlife Park, em Mount Lofty. Adorei! Vimos pelicanos (e explicaram-nos as técnicas que eles usam para comer peixe (*)), dingos, wombats (tive de me controlar para não comprar um wombat peluche gigante, de tão fofos que eles são), um diabo-da-Tasmânia (fofíssimo, apesar do nome), equidnas (uma espécie de porco-espinho, mas tão fofa que apetece fazer festinhas), aves lindas e exóticas, emus e potoroos (que me fizeram lembrar os quokkas de Rottnest Island, só que não se deixam fotografar tão facilmente).

Um dos pontos altos do dia foi poder dar de comer e fazer festas a cangurus! Na entrada do parque, comprei uma embalagem de ração, ainda sem saber se teria coragem de alimentar algum animal (sou muito medricas!). Mas quando chegámos à zona do parque onde estavam os cangurus, enchi-me de coragem, coloquei um pouco de ração na mão direita, agachei-me e aproximei-me lentamente de um canguru. Tentei manter-me calma e o bicho lá se aproximou de mim (a parte mais assustadora). O canguru cheirou-me a mão e começou a comer. Foi emocionante, adorei! Depois, durante a tarde, fui alimentando outros cangurus (muitos não mostravam interesse e nem se aproximavam, enquanto outros desinteressavam-se depois de perceber que eu só tinha ração na mão).
A certa altura, ganhei coragem e comecei a fazer festas no lombo a alguns cangurus. O pêlo era muito sedoso!

O outro momento emocionante do dia foi quando fiz festas a uma koala. Neste parque, há horários próprios para o efeito e a experiência está incluída no preço do bilhete. Quem queira pegar num koala ao colo, tem de pagar uma taxa extra.
Assim, fiz festas à koala Belle, muito tranquila e simpática, com o pêlo muito fofo. ADOREI! Numa próxima ocasião, pagarei uma eventual taxa extra para pegar num koala ao colo.

A fofíssima koala Belle!

Será que me estou a tornar numa pessoa amante dos animais?

(*) As aves (e suponho que pelo menos alguns peixes) comem peixe pela cabeça. Desta forma, o peixe morre mais rápido, as guelras mantêm-se fechadas e as escamas não arranham o tracto digestivo. Quando a tratadora atirava (propositadamente) um peixe de forma a que aterrasse no bico dos pelicanos com a cauda virada para a garganta do pelicano, este agitava o peixe por forma a rodá-lo até que estivesse na posição correcta.

Publicado por Halterofilista

Fiz um ano sabático e ocupei parte do meu tempo livre com uma viagem à Austrália.

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