14-02-2020
Sou fã de free walking tours. Queria ter visitado o bairro Little India neste moldes mas, como não encontrei nenhum tour disponível, optei por explorar a zona malaia de Singapura, Kampong Glam.
Esta zona acaba por não ser tão monumental como Chinatown, mas o tour foi extremamente informativo e fiquei a saber mais sobre a sociedade e a organização do estado de Singapura. Na zona em redor da Sultan Mosque, os edifícios são muito coloridos, muitas paredes estão decoradas com street art e respira-se um ambiente diferente, que me fez lembrar o Médio Oriente, região que me fascina.
Depois do tour, segui a sugestão do Simon, o guia, e subi ao topo de um hotel na zona, para ter uma perspectiva de 360 graus sobre a cidade. Senti que, volvidas mais de 24 horas, eu ainda não estava orientada em Singapura – nem sabia bem o que estava a ver! Assim, decidi que deixaria Little India para uma próxima visita e que me iria dedicar à zona ribeirinha de Singapura.
Mas há que ter as prioridades certas: estava na hora do almoço! Deliciei-me com uma dose gigante de chicken murtabak no restaurante malaio Zam Zam. Até tive de ficar sentada durante algum tempo depois de comer, tal o tamanho da dose. Já recomposta, voltei a passear por este bairro, para rever os edifícios coloridos e os murais.

Depois, explorei uma zona de Singapura que me pareceu pouco turística, para visitar as Peranakan terrace houses, edifícios residenciais tradicionais. São muito bonitos e valem o desvio, apesar do escaldão e desidratação ligeiros – estava muuuito calor!

Já recuperada, dirigi-me à zona dos cais de Singapura, a Quays area, para um passeio de barco – adorei! Foi óptimo ver a cidade a partir da água e começar a criar um mapa mental.
Como ainda era cedo, decidi voltar ao Gardens by the Bay, para assistir novamente ao espectáculo multimédia, que é gratuito. Tive a bonita ideia de ir a pé. Mas valeu a pena – aquelas luzes são mágicas!

Chegada a hora do jantar, estava na altura de retomar o meu circuito pelos hawker centres de Singapura. Voltei ao Maxwell Centre e comi um delicioso popya, uma espécie de crepe.
De regresso ao hostel, fui abordada por uma senhora a pedir-me informações. Após 48 horas em Singapura, consegui ajudá-la e fiquei a saber que ela vem a Portugal com frequência, fala algumas frases em português e está a planear uma viagem a Austrália em 2021! Que aleatório!
